Pedro Bandeira reescreve seu livro para as novas gerações entenderem

O livro A droga da obediência, de Pedro Bandeira, é um dos livros juvenis mais lidos da literatura brasileira. Ele sempre é escolhido pelas escolas e isso marcou uma geração de alunos com sua mistura de mistério, aventura e crítica social.

Recentemente, li uma notícia onde o autor resolveu reescrever seu livro para o jovem de hoje entenda sua mensagem. Afinal, o perfil dos adolescentes hoje mudou.

Mas o que muda nessa nova versão? Por que precisou ser atualizado?

Primeiramente temos que entender que A droga da obediência foi publicado em 1984, em plena ditadura militar. Este livro deu início da série Os Karas, grupo de adolescentes que investigam mistérios.

Claro que o livro vai ter um reflexo da sociedade da época, já que Pedro Bandeira escreveu a história no finalzinho de 1982.

Uma das características dos livros do autor é ter uma linguagem acessível, abordar temas sociais importantes e ter personagens questionadores.

Seus livros normalmente caem no gosto do público despertando para o mundo da leitura.

Enredo

O enredo gira em torno do desaparecimento de estudantes e de uma misteriosa substância capaz de controlar a vontade das pessoas, levando-as à obediência absoluta.

Mesmo sendo uma obra de ficção, o livro sempre provocou reflexões sobre o autoritarismo, manipulação, pensamento crítico e obediência às regras de maneira cega.

“Atualizei o que o tempo transformou, mas sem mudar a alma da trama. Os Karas continuam sendo os mesmos: jovens inquietos, cheios de perguntas e coragem para enfrentar o mundo”, comenta Bandeira.

Nova edição para novos leitores

Temos que pensar que quando Pedro Bandeira escreveu o livro que ganhou o imaginário de uma geração não existia toda a tecnologia de hoje.

E é claro que o livro precisa de adaptações para que esse novo perfil de jovens adquira o hábito da leitura.

Eu mesma fui uma leitora de Pedro Bandeira e comecei a ler através dos livros dele. Confio no trabalho de escrita dele e sei que ele fará uma excelente adaptação de sua obra mantendo a essência.

Afinal, o que queremos é cada vez mais jovens lendo, não é mesmo? Inclusive, nosso papel como professores é formar essa nova geração de leitores.

Outro tema que pode ser abordado e discutido em sala de aula com os alunos é: o que eles acham dessas novas adaptações para se adequar ao novo paronama do Brasil?


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