Cada trilha sonora

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Já reparou como cada momento da nossa vida possui uma trilha sonora especial? Essas músicas nos fazem voltar no tempo e lembrar de uma época que nos marcou. Muitas vezes também nos lembra uma pessoa querida que não vemos há tempos e os pensamentos vão longe.

Junto a cada música, vem os sentimentos. Têm aquelas músicas que nos fazem mais felizes e com vontade de dançar, outras que ficamos refletindo e até aquelas que nos fazem derramar uma lágrima. No fim, o que importa são as recordações e vontade de voltar no tempo – seja para reviver o momento ou para mudar algo.

No fim das contas, essas trilhas sonoras existem para nos fazer lembrar que apesar de toda dificuldade e sofrimentos que passamos diariamente ainda existe dentro de nós os sentimentos mais genuínos que o ser humano pode sentir.

                                                                                                    por Renata Cunha
(20/10/16)
Texto de minha autoria

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Colhendo o futuro

futuro

Um mergulho ao passado é sempre uma mistura de sensações, deliciosas ou não
São várias histórias, momentos e lembranças que nos fizeram o que somos hoje
É comum ficarmos nostálgicos ao vermos uma fotografia ou uma carta
Lágrimas talvez cairão e bons momentos para sempre ficarão

É impossível voltarmos ao tempo ou mudarmos algo em nosso passado
Tudo contribuiu. Até os piores momentos e escolhas erradas
Não podemos respirar do passado, temos sempre que colher o futuro
Decisões de hoje podem ser mudadas, é sempre tempo de correr atrás

Quem sabe um dia olharemos para isso tudo com um sorriso no rosto
Colher o futuro com base no passado é a melhor experiência que passamos
Afinal, cada um de nós têm um sonho, princípios e objetivos
Onde só temos uma única coisa em comum, a felicidade eterna

por Renata Cunha
(22/04/16)
Texto de minha autoria

Vida nômade

mudança

Faz exatamente uma semana que nos mudamos, e nessa tarde resolvi sair para dar uma volta e conhecer melhor a cidade. Como meu marido é sempre transferido a trabalho, sempre estamos fazendo as malas e nos aventurando em uma cidade nova.

Nem parece que há 3 anos estávamos nos casando e começando uma vida a dois em Juiz de Fora. Mas em poucos meses ele foi transferido para o Rio de Janeiro, onde ficamos por 1 ano. Depois fomos para Campinas, onde moramos por 6 meses, mas logo foi transferido para Manaus. Agora o destino da vez é Porto Alegre.

Manaus foi a cidade em que permanecemos mais tempo desde que nos casamos, mas não foi fácil acostumar com o calor. Eu admito que não gostava muito de lá e por conta dessas mudanças todas, eu tive que parar de trabalhar. Com essa vida nômade, só me restava trabalhar de casa, mas não sabia o que fazer.

Visitar a família e amigos que ficaram em Juiz de Fora é sempre muito difícil e normalmente fazemos no fim do ano. É muito difícil viver nessa constante mudança, queria tanto fixar residência em um local, mesmo que não seja em Juiz de Fora, mas cada dia vejo que esse sonho fica distante.

Naquela tarde, resolvi dar uma volta e descobri a biblioteca municipal de Porto Alegre. Na mesma hora consegui fazer um cadastro, peguei alguns livros e me sentei em uma das mesas da biblioteca. Incrível como eu tinha esquecido o meu amor pela leitura nesses três anos. Parece que vivi tantas coisas que nem deu tempo de ler.

O tempo passou e quando me dei conta, a bibliotecária veio me avisar que o local estava quase fechando. Naquele dia voltei com dois livros para casa, que os devorei rapidamente. E nas próximas semanas, lá estava eu sempre devolvendo os livros que havia lido e pegando novos exemplares.

Certo dia meu marido me chamou e me mostrou uma resenha de um livro que ele havia lido na adolescência e gostou muito. Disse que adoraria relê-lo, então no dia seguinte como já ia a biblioteca, perguntei a bibliotecária se tinha o tal livro e para minha surpresa a resposta foi positiva. Voltei para casa feliz da vida com a surpresa que faria para meu marido quando ele chegasse. Tratei de deixar o livro em cima do criado mudo e fui para sala ver TV.

Assim que sentei no sofá, lembrei da conversa que havia tido na noite anterior com meu marido. Peguei o notebook e fiz uma breve pesquisa. Achei diversos blogs que falavam sobre livros e na mesma hora resolvi criar o meu. Assim poderia armazenar e ter mais controle dos livros que já havia lido e caso acontecesse algo como o do meu marido, estaria documentado todas minhas leituras.

E assim fiz, criei meu blog naquela tarde. Quando meu marido chegou em casa, o conduzi até o quarto para lhe mostrar uma surpresa. Ele ficou muito feliz ao ver que o livro que marcou a adolescência dele, estava ali. Naquela noite pedimos pizza para o jantar e em seguida o mostrei meu blog. Ele adorou a ideia e perguntou se também podia escrever eventualmente quando lesse algo. E assim fizemos, eu sempre ia escrevendo sobre os livros que estava lendo semanalmente, como também contava um pouco de como era essa vida de nômade.

Depois de quase 2 anos e meio de blog, meu blog começou a ficar conhecido. Pessoas já me pediam que eu organizasse encontros literários na minha cidade e estava muito feliz com esse carinho. E assim, realizei e organizei três encontros literários na biblioteca municipal de Porto Alegre, que já era minha segunda casa.

No fim daquele ano, quando estávamos de férias em Juiz de Fora, meu marido me contou que haviam feito uma proposta para ele trabalhar no exterior, o salário era bom e não tinha como recusar. Lógico que fiquei feliz por ele, mas isso significava outra mudança e dessa vez para fora do país.

Quando o ano virou, foi aquele período conturbado de mudança. Não era fácil fazer uma mudança internacional e para descontrair, contava todo o processo no meu blog. As pessoas que me seguiam ficaram muito felizes com a notícia da nossa mudança, mas tristes por eu estar partindo, pois isso significava não ter mais encontros literários.

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas, hoje estou aqui, amanhã não sei mais. E assim, em fevereiro chegávamos no Canada. Não sei quanto tempo ficaremos aqui, só Deus e o trabalho do meu marido saberá. Só me resta me adequar as baixas temperaturas e continuar com minhas leituras e registrando todos esses momentos no blog. Assim, pelo menos ficará para a posteridade.

Por Renata Cunha (31/12/15)
Texto de minha autoria