Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

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Olá, pessoal! Vi este texto circulando no Facebook e resolvi trazer para o blog, pois muitos aqui vão se identificar assim como eu.

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hambúrguer, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.
Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.
Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.

(Ruth Manus)
Simples assim!

(Se você gostou desse texto e quer compartilhar, copie e cole no seu mural. Se você apenas compartilhar meu post apenas nossos amigos em comum vão ler.)

A importância do português na vida profissional

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Na última semana saiu em diversos jornais na internet o erro de Português que foi divulgado em uma placa de um túnel que foi inaugurado no Rio de Janeiro, cidade que sediará as Olimpíadas no Brasil. Nem vou entrar no fator Olimpíadas, muito menos sobre o erro da placa em si. Para ler a matéria completa, acesse AQUI.

Venho mais uma vez aqui como Publicitária e estudante de Letras para discutir sobre erros de português em diversos veículos de comunicação e na vida profissional. Quem faz o curso de Comunicação Social (Publicidade ou Jornalismo) sabe da importância e cuidado que temos que ter ao redigir um texto. Não é à toa que temos 3 semestres da disciplina de Língua Portuguesa e mesmo assim esses erros ainda podem acontecer.

Existe o processo de revisão de texto que temos que fazer obrigatoriamente, antes de veicular qualquer coisa. Inclusive em algumas empresas existe a função de revisor, exatamente com esse propósito. Mas caso não haja, você pode e deve pedir para mais alguém ler o seu texto.

Designers do meu Brasil, todos vocês sabem como é fundamental fechar um arquivo antes de enviar para gráfica, para que eles não possam mudar nada na arte. Porque se você não fechar o layout, ele fica editável para qualquer pessoa que o pegue posteriormente. E como já revisamos nosso texto e está tudo certinho, temos que nos precaver para que isso não aconteça.

O mesmo é válido para os jornalistas e qualquer pessoa que redija um documento, trabalhos de faculdade, contrato ou propostas. Antes de enviar para qualquer pessoa que seja pela internet, prefira enviar como PDF, assim você garante não vão mexer no seu texto.

O que eu quis dizer é o seguinte, seja qual for a profissão que você exerça, viu como é importante conhecer a nossa Língua Portuguesa?

Diferenças entre bacharelado e licenciatura?

Dúvidas

Como ainda não havia comentado sobre as diferenças entre o bacharelado e a licenciatura aqui no blog? Só percebi isso, quando me pediram para falar sobre o assunto, então vamos fazer isso agora!

Sei que muitos de vocês podem ficar em dúvida sobre qual tipo de graduação cursar, já que alguns cursos são ofertados nessas duas modalidades. Na verdade, tudo depende do que você pretende para seu futuro profissional, afinal a licenciatura tem como objetivo de dar licença para lecionar, portanto, terá disciplinas pedagógicas no currículo (como Didática, Psicologia da Aprendizagem, etc).

Enquanto, o bacharelado te dá habilitação para seguir na carreira em outros campos e na área de pesquisa. Se você optar pelo bacharel, não poderá lecionar, mas nada te impede de mudar ou acrescentar sua formação com a outra modalidade. Você pode fazer o bacharelado e complementar com a licenciatura depois, ou vice e versa.

Aqui abro um parênteses para falar um pouco dessas duas modalidades no curso de Educação Física. A licenciatura continua sendo igual, você irá lecionar somente em escolas. Se você quiser atuar em academias ou como personal trainer, terá que optar pelo bacharelado. Para quem se interessa sobre esse curso, recomendo o blog do Julinei, Sonhos de um professor de Educação Física. Ele cursa licenciatura também no modelo EAD na UNOPAR.

Falando especificamente sobre o curso de Letras, podemos destacar:

  • Para os que se formam na habilitação Licenciatura, existem muitas oportunidades para dar aulas em espaços como:

Ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas;
Cursos pré-vestibulares;
Escolas de idiomas;
Cursos empresariais.

  • Já os bacharéis podem encontrar oportunidades para:

Atuar como intérprete em conferências, congressos e reuniões;
Traduzir textos técnicos, científicos e literários;
Revisar e preparar textos para publicação;
Realizar pesquisas teóricas da Literatura e da Linguística.