Livro: Auto da Compadecida – Ariano Suassuna

Olá, pessoal! Esse livro dispensa comentários, certo? Afinal, que nunca ouviu falar do Auto da Compadecida, um clássico do cinema brasileiro. Já assisti ao filme diversas vezes, porém nunca tinha lido o livro. Então, aproveitei que o encontrei na biblioteca do SESC e peguei para ler.

O livro gira em torno dos personagens João Grilo e seu amigo Chicó que se envolvem diversas confusões começando por conseguir benzer uma cachorra. Acontecem que a cadelinha morre e agora querem que o enterrem o animal com uma missa em latim. A obra é um prato cheio de referências nordestinas aliado a muito humor.

Por fim, todos os personagens se encontram no momento do juízo final para se arrepender de seus pecados em vida e ir para o Céu. É nesse momento que Deus aparece juntamente com o Diabo e Nossa Senhora. Como já li “Auto da barca do Inferno” esse momento do livro me lembrou muito essa obra de Gil Vicente.

O autor retrata os interesses do clero e da burguesia, as desigualdades sociais e a miséria humana. Esse livro é em formato de peça teatral e foi escrito com esse propósito, para ser encenada. Além disso, o livro é dividido em três partes e no início de cada uma delas conhecemos o narrador dessa história que é um palhaço (tal escolha não foi por acaso).

“Valha-me nossa senhora, / mãe de deus de nazaré!

A vaca mansa dá leite, / a braba dá quando quer.

A mansa dá sossegada, / a braba levanta o pé.

Já fui barco, fui navio, / mas hoje sou escaler

Já fui menino, fui homem, / só me falta ser mulher.”

Onde comprar o livro: AMAZON

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4 comentários sobre “Livro: Auto da Compadecida – Ariano Suassuna

  1. Ariano Suassuna criou um microcosmo que reflete o infinito de magnitude da capacidade humana de criação, vide as ficções de Chico e as tramoias de João Grilo. A obra extrapola o conceito regionalista proposto em 1912 por Gilberto Freyre em seu Manifesto e dialoga com a matéria universalista , alcançada – anos antes da publicação – por João Guimarães Rosa, sobretudo em “Grande Sertão:veredas” e o meu favorito: “Manuelzão e Miguilim”.

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